Liturgia

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FORMAÇÃO: LIDANDO COM O LUTO

Imagem de Destaque  A morte como perda nos fala, em primeiro lugar, de um vínculo que se rompe de forma irreversível, sobretudo quando ocorre perda real e concreta. Nesta representação de morte estão envolvidas duas pessoas: uma que é ‘perdida’ e a outra que lamenta esta falta, um pedaço de si que se foi. O outro é em parte internalizado nas memórias e lembranças. A morte como perda evoca sentimentos fortes, pode ser então chamada de ‘morte sentimento’ e é vivida por todos nós. É impossível um ser humano que nunca tenha vivido uma perda. Ela é vivida conscientemente, por isso é, muitas vezes, mais temida do que a própria morte. Como esta última não pode ser vivida concretamente, a única morte é a perda, quer concreta, quer simbólica” (KOVACS, 1992).
É interessante avaliar o medo da morte como algo cultural, construído na forma como fomos criados, pois tocamos naquilo que é desconhecido, que um dia viveremos, mas não sabemos quando nem como. Falo de tudo isto, pois saber lidar com a morte é, na verdade, saber lidar com perdas diárias, mesmo que pequenas.
Estes sentimentos são similares, porque se perde o envolvimento afetivo e todas as conquistas que podem ser obtidas por meio daquele vínculo que se perdeu, como, por exemplo, o carinho, uma posição de destaque, o reconhecimento, a proximidade, a troca e tantos outros sentimentos e situações que deixam de ocorrer com a perda.
Elaborar o luto é viver os sentimentos tais como eles são: com choro, com reservas, com necessidade de falar; lidar com a raiva, o desapontamento e todas as formas com as quais a pessoa consiga manifestar, a seu tempo, tudo aquilo que sente. Pessoas de confiança e proximidade são muito importantes neste tempo, mas devem deixar que a pessoa também se manifeste. Frases como: “não chore, não seja fraco, ele não gostaria de te ver chorando” nem sempre ajudam, uma vez que a forma de manifestar a dor, em cada um de nós, é diferente. Como percebemos, viver o luto é um processo que, passo a passo, vai sendo superado. Em datas comemorativas – aniversário, Natal, Dia dos Pais, dentre outras, a pessoa será lembrada e os sentimentos em cada fase serão os mais variados. Apenas quando os sintomas negativos forem persistentes e duradouros demais, podemos pensar que a superação desta perda e suas etapas não foram bem vividas, tanto no mundo externo quanto interno da pessoa.
Se esses sintomas forem fortemente repetitivos, quando se aproximam essas datas este é um forte sinal de que a pessoa não está vivendo corretamente as etapas necessárias para a sua superação, tanto em seu mundo externo, quanto, principalmente, em seu mundo interno.
Em tudo, lembramos ainda que o conforto espiritual é muito importante e até mesmo diferencial em todas as situações que vivemos, especialmente no luto, pois a fé também é o alimento que nos sustenta nesta caminhada sem aquela pessoa que tanto amamos e de quem tanto sentimos falta. Sentir e vivenciar este processo doloroso é essencial para este momento de superação, ou seja, lembrar o que foi bom, perdoar as mágoas, não se culpar por aquilo que eventualmente não tenha feito pela pessoa que se foi e acima de tudo, viver esta dor partilhando com alguém, sem medo de chorar e colocar para fora o que sente e, desta forma, podendo superar esta etapa de vida.

Foto Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ANIVERSÁRIO DO TERÇO DOS HOMENS DE LINDA FLOR






No último sábado aconteceu o 4º aniversario do Terço dos Homens da comunidade de Linda Flor onde estiveram presentes varias cidades nas quais existem o citado movimento como Itajá, Macau, Parnamirim, Ipanguaçu, Pendências e Mossoró, além das Comunidades e Bairros que compreendem as duas paróquias de Assu. O representante do terço dos homens de Parnamirim veio abrilhantar mais ainda o evento com suas lamparinas para a procissão luminosa na qual pode-se ver um verdadeiro espetáculo da fé e da devoção popular. Quem esteve presidindo a celebração eucaristica foi o Padre Rierson Carlos da Paróquia de São João Batista de Mossoró.
A PASCOM parabeniza o terço dos homens pelos 4 anos de perseverança na caminhada. Que Deus abençoe sempre!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Diocese de Mossoró participa do 4º Mutirão de Comunicação em Maceio-Alagoas


Caros Comunicadores,

É com alegria que a Diocese de Mossoró representada por 29 agentes da PASCOM, participará do IV MUTIRÃO de Comunicação do Regional NE 2, no próximo final de semana, em Maceió. Parabenizamos o empenho e motivação dos agentes da Diocese de Mossoró a caminho desta capacitação e em busca dos conhecimentos para o ardor missionário.
E para toda equipe do IV Mutirão e os demais que fazem esta articulação com Amor para os resultados.

Abraços 
Marcos e Rejane 
Pascom Diocese de Mossoró

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Por que há pouca participação de fiéis nas igrejas?

Imagem de Destaque   É fato conhecido que a frequencia de fiéis aos atos litúrgicos dominicais se apresenta de maneira muito diferenciada de um lugar para outro. Há aquelas regiões onde as igrejas estão sempre cheias aos domingos. Por isso elas têm mais facilidade para manter os trabalhos pastorais, ter boa catequese, erigir belas igrejas, despertar muitas vocações sacerdotais. "Uma só coisa peço ao Senhor: habitar em sua casa por toda a minha vida" (Sl 27,4).

Já em outras regiões, há muitas atividades civis no Dia do Senhor, mas, nas igrejas, só aparecem uns "gatos pingados". Nelas, há muita dificuldade em cumprir qualquer plano pastoral, os templos são desleixados, não há catequese e, no seu horizonte, não desponta nenhuma vocação sacerdotal nem líder religioso. Sempre fui curioso para descobrir por que algumas pessoas, apesar de serem convictamente católicas, raramente frequentam a igreja. "Vou propor-vos um enigma" (Jz 14,12).

As 4 razões poderiam ser estas, acrescidas de melhores explicações por parte de quem enxerga mais longe.
1 – As ausências à igreja poderiam provir de motivos circunstanciais, como estado de saúde precária, grave cansaço, distância, perigos de vida;
2 – Os serviçais da Liturgia são dirigidos por pessoas muito difíceis de lidar, o padre é muito temperamental, não existe esforço por parte de ninguém para melhorar o canto ou não há criatividade; só se percebe mesmice sem entusiasmo;
3 - Percebe-se uma solerte influência inibidora de religiões que não buscam a oração comum. Sua tradição está distante da vida comunitária. Os espiritualistas promovem atos de caridade – o que é louvável –, mas não estimulam seus membros a se reunir e prestar culto a Deus. Eles não ensinam isso aos católicos, mas essa mentalidade passa, "por osmose", onde sua presença é muito forte;
4 – O último motivo chega até a ser polêmico, mas muito real. Algumas pessoas não têm vida ilibada, podem ser mentirosos, injustos, devassos, infiéis no casamento, promotores de discórdia ou falhos na sua fé.

Tudo isso numa graduação diversificada. Tais pessoas não se sentem à vontade entre cristãos que querem praticar justamente o contrário. Ficar longe de tal comunidade é a tendência mais normal. "Os injustos não permanecem de pé junto da assembléia dos justos" (Sl 1,5). Você concorda? Ou podem existir mais razões?
D. Aloísio Roque Oppermann scj
domroqueopp@terra.com.br

MENSAGEM DO DIA

A última palavra deve ser a nossa

Há situações na vida que não estão ao nosso alcance resolvê-las, mas, ao mesmo tempo, elas nos incomodam. No nosso coração fica esta pergunta: ‘O que fazer, como reagir?’ Penso que esta afirmativa nos dá uma maravilhosa direção: “Se não podemos mudar uma situação, mudar a nós mesmos se torna o desafio” (Viktor Frankl).
Talvez a situação nunca mude, mas a nossa resposta precisa ser diferente. Aí está o belo: não se deixar levar pela força de qualquer vento, mas manter o autodomínio diante das situações desencontradas da vida.
Diante dos desafios e obstáculos que surgirem, rezemos assim: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A BELEZA DE VIVER O HOJE

 Brigitte Nunes
A vida é mesmo engraçada. As vezes achamos que tudo vai dar certo, mas acontece tudo errado; outras vezes, estava tudo perdido, mas, inexplicavelmente, o impossível acontece.
Cada dia que passa percebo mais que não sou eu a determinadora do meu futuro. Só tenho o hoje, só o hoje.
“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).
Tenho medo de não aproveitar a graça, o tempo que me é dado: o hoje. Tenho medo de que as minhas falhas me impeçam de enxergar a beleza que está à minha volta e dentro de mim.
“Senhor, dê-me a graça de enxergar com Seus olhos, porque, na verdade, “Sou um misto de beleza e imperfeição que merece ser feliz” (Padre Fábio de Melo).
Tenho apenas o agora; o ontem já passou e nada posso fazer para mudá-lo e o amanhã ainda não chegou. Posso viver apenas o hoje, por isso escolho ver a beleza dos meus irmãos, das pessoas que trabalham comigo,que estão próximas e distantes – seja essa distância física ou de coração -, pessoas que eu preciso aprender a enxergar com outros olhos, transformando dificuldades em belezas.
Ainda que o mundo queira afirmar somente a “feiura” nos erros, nas dificuldades e perdas, nos sofrimentos e desilusões, também nas pessoas, há sim beleza em cada situação, em cada pedra no caminho, em cada ‘não’ que recebo, em cada pessoa que se foi.
Não posso apenas me prender nas belezas do passado. Lugares, pessoas e situações foram maravilhosos, experiências incríveis; no entanto, belezas que seguiram seu rumo, e eu o meu.
“Tenho medo da graça que passa sem que eu perceba!” (Santo Agostinho).
Deus me permitiu viver tudo isso, mas meu olhar precisa estar fixo no hoje, na vontade d’Ele que se chama ‘hoje’.
É preciso um esforço consciente para não permitir que o sofrimento nos torne cegos à beleza da vida. Sempre é possível recuperar a alegria de viver. É por isso que, todos os dias ao acordar, gosto de imaginar como Jesus sorria e como Ele ainda ri de mim, das minhas inseguranças, dos erros que, muitas vezes, não consigo esquecer, mas que Ele há muito já apagou.
Senhor, dê-nos a graça de sorrir no hoje enquanto carregamos nossa cruz diária. Quero que meu sorriso brilhe para aqueles que não veem mais sentido em sorrir. No seu hoje, faça alguém sorrir !
“Se, portanto, existe algum conforto em Cristo, alguma consolação no amor, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, completai a minha alegria, deixando-vos guiar pelos mesmos propósitos e pelo mesmo amor, em harmonia buscando a unidade” (FL 2,1).

 Brigitte Nunes

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MENSAGEM DO DIA

O Senhor é muito bom com todos

1310111A vida precisa ser celebrada, vivida de uma maneira nova em Cristo Jesus. Não dá para vivermos o dia de hoje como o de ontem. A cada dia basta o seu cuidado e tem sua graça própria, portanto, acolhamos todas as graças que o Senhor tem para cada um de nós.
Não podemos ter medo de nos alegrar. Muitas pessoas, quando recebem uma graça, ficam desconfiadas e com medo, achando que na sequência algo de ruim vai acontecer. Deixemos para trás esta mentalidade velha, porque o “Senhor é muito bom com todos”.
Obrigada, Jesus, pela Sua bondade na nossa vida. Quero viver o dia de hoje de maneira nova.
Deus é fiel!

Luzia Santiago
Comunidade Canção Nova